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Compaixão é a bola da vez!

Por Dra. Fernanda Bayeux | Advogada

“A compaixão pelos animais está intimamente ligada à bondade de carácter, e pode ser seguramente afirmado que quem é cruel com os animais não pode ser um bom homem.” ― Arthur Schopenhauer

 Em meu último artigo, definimos o conceito de consumerismo. Essa expressão pode ser definida como sinônimo de consumo sustentável e/ou consumo ético e/ou consumo responsável ou englobar todos eles e muito mais. 

Para hoje, a ideia seria retomar de onde paramos, e explicar um pouco sobre a origem do que podemos chamar de "consciência do consumidor", lá no Egito antigo, e sua evolução no Brasil e no mundo. Porém, enquanto eu buscava material para fazer algumas reflexões, já que tenho andado bastante preocupada com a paz mundial (não é só miss universo que se preocupa com isso!), me deparei com uma notícia bem interessante, sobre a criação do Instituto Internacional para o Estudo da compaixão (o “Instituto”).

A compaixão é o novo instrumento de mudança

O mundo precisa urgente de medidas contra a crescente desumanidade que toma conta de toda a sociedade, não só contra o planeta, mas também de pessoas contra pessoas. Nos jornais, noticiários e internet, tudo o que vemos diariamente são exemplos de violência, corrupção e intolerância, além de atitudes lamentáveis de agentes dos setores financeiro e de negócios.

 Os idealizadores do Instituto, tem como principal objetivo, focar na compaixão, e aplicar esse conceito em diversos setores da nossa vida. Vale lembrar que a prática da compaixão dentro de corporações, tem sido estudada desde o início desse século, e ganha cada vez mais adeptos. Numa conferência que ocorreu em 2013, o CEO da LinkedIn, Jeff Weiner, disse que “está em uma missão pessoal para expandir a consciência e a compaixão mundiais”. Segundo um artigo da Harvard Business Review, as “empresas compassivas”, têm performance dez vezes melhor do que as demais empresas.


Uma ferramenta que semeia benefícios

 Sendo assim, o Instituto propõe a seguinte questão: o que inspira a compaixão nos seres humanos e como sustentá-la no tempo? De fato, seria um grande passo poder provar com fatos e números, como já acontece no caso das empresas compassivas, que se orientar através da compaixão gera benefícios às vidas das pessoas, e às vidas de todos aqueles com quem elas venham a ter contato. Todo mundo sai ganhando.

 A criação do Instituto é, sem dúvida, um avanço para a sociedade. Entretanto, um tema em especial fazia falta em seus materiais: compaixão aos animais. Talvez as áreas de abrangência ainda estejam em processo de definição, ou é seja muito cedo para saber se pelo menos as metas atuais serão alcançadas. Todavia, é impossível falar sobre o uso da compaixão como uma ferramenta de mudança no mundo, e esquecer de incluir os animais nesse debate. Afinal, como diria um famoso filósofo alemão (Albert Schweitzer) “até que tenhamos estendido nosso círculo de compaixão para incluir toda criatura vivente, não poderemos falar em paz mundial”.

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