Dermatologia e Ciência

Óleo de tartaruga: uma porção de crueldade na composição do seu cosmético

Por Adriana Khouri | Química

Na década de 70 usar óleo de tartaruga em fórmulas cosméticas tornava o produto "nobre". Caçava-se e aproveitava-se tudo do animal, e da gordura extraia-se o óleo.
Mas, hoje em dia já existem tantas outras fontes de recursos vegetais, melhores e mais éticas, além de mais atrativas, pois nem mesmo os consumidores veem com bons olhos a presença de um animal silvestre na composição do seu produto de beleza.

Empresas na contramão do avanço

Por que, ainda hoje, algumas empresas insistem em ir na contramão da evolução? Recentemente, pensaram que seria uma boa ideia ressuscitar esses cosméticos que contém óleo de tartaruga na formulação, como se isso fosse uma novidade, ou pior, como se fosse uma coisa boa. 

Além da aberração cronológica, hoje, as tartarugas mortas para servirem à beleza não vêm mais da caça, é ainda mais triste: são criadas em cativeiros autorizados pelo IBAMA. Nos tanques de criação, devido à falta de espaço, elas se amontoam umas sobre as outras, como se fossem produtos, e uma rede as impede de fugir. Parece que a vida das tartarugas vai de mal a pior, mesmo com o avanço de novas tecnologias que substituem o tal óleo e tornam totalmente desnecessária toda essa matança.

Produtos de beleza devem ser bonitos desde a sua fabricação 

O que há com a mente desse empresário que faz uso de métodos tão ultrapassados para obter lucro? Além de uma tremenda falta de consciência, ele acredita que, ainda hoje, as pessoas fazem qualquer negócio para se satisfazer. E que para alcançar a "beleza", as mulheres não se importam com essa atrocidade. Talvez, muitas ainda não se importem mesmo. Mas para a sorte das tartaruguinhas, a grande maioria já está atenta às mudanças, graças a atenção e exigência de consumidoras mais atualizadas e coerentes com os métodos antiquados, juntamente com as propostas de beleza e bem-estar de nossos tempos.  

Investigue, busque informações e boicote produtos fabricados a partir desta crueldade. Toda mudança está na atitude de quem compra e consome, ou até deixa de fazê-lo, por haver outras alternativas e entender que o melhor benefício de um produto é o seu compromisso com o respeito e com a ética.


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